Infância Interrompida
Cristina examina o design de objetos atemporais com funções puramente práticas e aplica-os num contexto artístico, evocando conceitos eternos como transformação, dualidade, reflexão e camadas psicológicas.
Esta mostra exibe a sua nova peça, Infância Interrompida, onde explora o significado do espaço, neste caso o espaço público, a partir das suas experiências enquanto criança, sempre vinculadas à sua biografia.
Cristina propõe uma área de jogo não funcional, onde as regras não são claras, subvertendo novamente os aspetos utilitários e funcionais dos espaços e elementos. Não se trata de uma nova formalização do jogo, mas sim da criação de um espaço de inquietação e confusão. A Infância Interrompida representa um convite a habitar aquele (falso) espaço público de outras formas, e a questionar, num lugar de perplexidade, a ressignificação de uma criança quebrada.
As construções de Cristina são despojadas de seu significado e de seu contexto, tornando-se não-lugares, espaços transitórios e indeterminados.



